segunda-feira, 27 de maio de 2013

Desilusões - parte 3/3


Ao irmão afastado

Esperança
Dizes-te,
por vezes, 
sob desalento e cansaço e que já
não consegues 
abraçar 
qualquer tarefa 
na seara do
bem.

Entretanto, no íntimo, a voz da consciência 
te convida olvidar desenganos,
apagar ressentimentos, 
varrer amarguras e 
renovar a própria existência.

O estranho diálogo de ti para contigo prossegue,
adentro de ti mesmo e respondes que sofreste
decepções, que não encontraste clima adequado à
execução das tuas aspirações de ordem superior,
que te desencantaste com amigos desorientados em
matéria de espiritualidade, e, de outras vezes,
acusas-te por erros e quedas, dos quais não te sentes
com a precisa coragem de levantar.

Ainda assim, deixa que a consciência te fale ao
coração e reergue-te para as atividades do bem.

Qualquer desilusão é apelo à realidade e toda vez em
que nos reconhecemos em desacerto, isso é sinal de
que estamos progredindo em discernimento.

Não permitas que a ideia de fracasso anule os
créditos de tempo, em tuas mãos. 

Não abandones
a certeza de que podes trabalhar e servir, auxiliar e
melhorar, renovar e reconstruir.

Se o desânimo te congelou os ideais, acende a
chama da esperança, no próprio coração e reinicia a
cooperação, nas obras construtivas, das quais te
afastaste, impensadamente. 

Se paraste na trilha do
progresso, retoma a própria marcha, em demanda
ao alvo por atingir.

Não acredites em derrota e nem te admitas incapaz
de ser útil.

Esquece
agravos, preterições, ressentimentos e
tristezas inúteis, buscando caminho à frente.

Se a Divina Providência não acreditasse em tua
capacidade de elevação e refazimento, já teria
cassado as tuas possibilidades de serviço na Terra.

Pensa na vida imperecível e oferece uma nova
oportunidade a ti mesmo, procurando reaprender e
recomeçar.

Emmanuel

Fonte: Amigo — Emmanuel


Tirinhas da Mariana

Tirinhas do Cabeça Oca