sábado, 24 de abril de 2010

Você não é feliz?!?

Mesmo? pense comigo...

a) Se você lê este texto e tem mais de 15 anos não faz parte dos 13,3% da população (IBGE 1999) que se declarou analfabeta, com isso tem a oportunidade de instruir-se e conseguir um bom emprego, pois 9,9% da população total do Brasil se considera desempregada (IBGE 1999);

b) Se você lê este texto e está visualizando está página, não faz parte dos 5,2% da população brasileira que não tem energia elétrica, e por conseguinte, faz parte dos 21% da população que tem acesso a internet (IBGE 2007), portanto pode comunicar, aprender, trabalhar e divulgar idéias com alguns cliques;

c) Se você lê este texto e a pouco mais de 1 minuto não faz parte dos 150 mil que se declararam cegos (IBGE 2000), portanto têm mais chances de localizar, ler, assimilar idéias;

d) Se você lê este texto... não faz parte 14 milhões de pessoas convivem com a fome no país (IBGE / PNAD 2004), portanto conseguem pagar o mínimo necessário a sua manutenção (inclusive a internet).

Poderia ficar aqui enumerando outras tantas dádivas como a família, os amigos, o lar que nos abriga das interperes... mas acredito que já é o bastante.

Pense nisso, deixe o egoísmo de lado e faça algo pelo seu próximo.

Abraço.

Marcos Antônio.

Elevação


Escalada en Navacerrada
Originally uploaded by lennyclimb
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A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.

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O perdão é que torna o Espírito corajoso nas lutas do bem, é que o leva à graciosidade espiritual. Isso tudo é fruto da elevação da alma na escala a que pertence.

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A discrição faz dominar o ambiente generoso, para que a alma respire a sua própria conquista no serviço de Deus.

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Elevação espiritual é sinal de maturidade, são riscos de luz que se ajuntam, dia-a-dia, ano a ano, século a século, até formar um sol que Deus abençoa com a luz do Seu magnânimo coração.

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A retidão da pessoa, por onde passa, é convite do Senhor para a luz da vida. O paciente é sempre instrumento dos céus em serviço na Terra.

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A modéstia é irmã gêmea da prudência; são companheiras do amor.

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Se nunca perdoaste, não avalias o quanto é bom o esquecimento das ofensas. À primeira vista, o certo é o olho por olho, dente por dente; no entanto, em termos de eternidade do bem, o perdão é o céu que surgiu para nos libertar dos grilhões da ignorância.

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Abençoa quem te fere, e ora pelos caluniadores, que a tua mente não sairá das claridades do amor.

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Se buscas a glória dos teus feitos, perdoa as injúrias, silencia nos ataques e exemplifica as virtudes que apregoas.

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O perdão é água da paz, que apaga a chama do ódio.

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(De "Gotas de Amor", de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cepticismo

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - INTRODUÇÃO, item XVII

O cepticismo, no tocante à Doutrina Espírita, quando não resulta de uma oposição sistemática por interesse, origina-se quase sempre do conhecimento incompleto dos fatos, o que não obsta a que alguns cortem a questão como se conhecessem a fundo. Pode-se ter muito atilamento, muita instrução mesmo, e carecer-se de bom senso.
Ora, o primeiro indício da falta de bom senso está em crer alguém infalível o seu juízo. Muita gente também há para quem as manifestações espíritas nada mais são do que objeto de curiosidade. Confiamos em que, lendo este livro, encontrarão nesses extraordinários fenômenos alguma coisa mais do que simples
passatempo...

Uberaba (MG), 10/04/2010.

Prezado Redator-chefe da Revista Superinteressante,

Sou assinante da Revista Superinteressante há muitos anos, possuo todos os exemplares (em papel), desde o primeiro, na década de 80, e gosto muito do trabalho dessa revista.

Todavia, como sói acontecer com qualquer profissional ou empresa, em que há dia ruim, essa publicação cometeu gravo e triste lapso.

Recebi o meu exemplar de abril, e com muita tristeza li a reportagem sobre um bom homem, que serviu de exemplo para a sociedade, sendo achincalhado por uma matéria mal-escrita, tendenciosa, desrespeitosa e com excessivo cunho pessoal.

Moro em Uberaba, e sei que há excessos de idolatria por parte de muitas pessoas que acabam por venerar pessoas que deixaram sua marca pessoal. Contudo, a melhor maneira de um trabalho jornalístico deixar seus registros para a história, já que de futuro as matérias grafadas serão utilizadas para compor o acervo histórico de uma sociedade, é a realização de reportagens idôneas e bem fundamentadas, sem se exceder em opiniões pessoais, não se tornando mais uma edição de revistas de fofocas ou de revistas para adolescentes, cheias de chavões e linguagem forçada.

Obviamente que sabemos que o(a) repórter é um ser humano, e com certeza não há possibilidade de escrever seu texto se anulando completamente, não deixando transparecer nem o mínimo de suas opiniões pessoais.

Mas o excesso é imperdoável e lamentável, pois pode comprometer a confiança dos leitores no trabalho de alguém. Não digo totalmente imperdoável, mas que pode gastar imenso tempo para recompor o nome do profissional e a confiança das pessoas.

Infelizmente, a repórter Gisela Blanco esteve, com certeza, em seu pior dia como profissional do jornalismo.

Uma matéria em que demonstrou ter ódio pessoal contra a figura de Francisco Cândido Xavier, ódio contra o Espiritismo, ódio contra uma filosofia que somente tem feito bem a milhões de pessoas.

Concordar com tudo o que disse Chico Xavier? Concordar com o que diz o Espiritismo?

Obviamente que ninguém é obrigado a tal, sendo totalmente normal que alguém discorde veementemente contra as idéias que a filosofia espírita propague. Uma sociedade justa congrega pessoas com ideologias diversas, pensamentos diferentes, pontos de vista até discordantes entre si..

O que não pode ser feito é extravasar posições pessoais utilizando-se de um meio de comunicação respeitado e que possui milhares de leitores, que confiam na publicação, confiando numa isenção.

Eu não sou leitor de Superinteressante para receber propaganda pessoal da referida jornalista em relação às suas idéias pessoais. Se ela quer criar uma cruzada pessoal contra a Doutrina Espírita, funde um jornal com tal ideologia, e sem enganar ninguém, deixe claro sua ideologia, e os que se afinizarem com ela comprarão ou assinarão sua publicação. Sempre dentro de um clima de respeito e honestidade...

Todas as objurgatórias contra o Espiritismo, ao longo dos anos, foram derrubadas, porque é uma doutrina sincera, voltada ao ser humano.

O mesmo em relação a Chico Xavier. Uma pessoa simples, que nunca teve a pretensão de ser expoente ou líder. Deixou um maravilhoso exemplo de vida, com atos de amor, humildade e fraternidade tão profundos, que muitos ainda não entendem, como, obviamente, aconteceu com a jornalista que assinou a matéria.

Não vou me alongar em citar fatos acerca de Chico Xavier e o Espiritismo, porque sei muitas missivas estão sendo dirigidas à Revista, já os citando em borbotões. Me preocupa mais o perigoso precedente de usar a Revista Superinteressante para exprimir vontades pessoais de atacar algum pensamento ou filosofia, seja ela qual for. ISSO, SIM, É MUITÍSSIMO PERIGOSO. E vai contra uma tradição histórica da imprensa brasileira de lutar pelo direito de todos, e
não só de uma maioria ou dos poderosos.

O problema maior não é discordar de uma figura como Chico Xavier, já que todos têm o direito de pensar diferente. O problema maior é a manipulação das palavras, para, deliberadamente, atacar alguém. Faça, então, a repórter, a matéria do modo correto, ouvindo as pessoas certas, colhendo as informações nas fontes confiáveis, e então escreva de modo isento, nem concordando nem discordando do objeto da matéria.

Mas não cometa o absurdo, em matéria de jornalismo, de escrever algo sem embasamento, sem apuro, sem averiguações e sem ética, pois fatalmente estará cometendo grave lapso.

Continuo gostando dessa revista, até porque sempre manteve a qualidade e possui inúmeros profissionais. Até mesmo a jornalista Gisela Blanco é uma profissional que, com certeza, refletirá acerca de seu grave equívoco, e amadurecerá para ser uma grande jornalista, no futuro.

Espero apenas que haja um pedido de desculpas por parte dessa revista, e que alguma matéria futura, aí sim bem escrita, não adule Chico ou o Espiritismo; apenas seja o olhar histórico, narrando os fatos, e deixando as opiniões pessoais de quem não gosta do Espiritismo para dentro do íntimo do profissional.

Os leitores sérios e sinceros não assinam uma revista do jaez de Superinteressante para ler matéria de algum folhetim de banca preocupado em difamar uma pessoa nobre e dedicada como Chico Xavier e o Espiritismo. Os leitores sérios e sinceros de Superinteressante a assinam por confiarem que matérias como a veiculada na última edição, desrespeitando Chico Xavier, sejam raríssimas exceções na trajetória de tão boa revista.

Atenciosamente, 

Joamar Zanolini Nazareth
OAB/MG 88.550 
Advogado, Professor Universitário, Radialista, Jornalista Espírita e Escritor
jonazareth(arroba)mednet.com.br

Colaboração: Braz José Marques
 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Orgulho, o Julgamento e a Caridade


AO_RONDA DA CARIDADE_LBV
Originally uploaded by Anabela Oliveira.
"Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? — Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? — Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão." (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

"(...) Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente (...)"

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 9 e 10.)

O ser humano, ainda tão imperfeito que é, consegue na maioria das vezes mascarar as próprias falhas mostrando as do próximo, dizendo para si mesmo que as suas falhas são menores, como se o erro fosse classificado por quantidade ou peso.

Três são as implicações expostas, a primeira, a de julgar o próximo sem mesmo conscientizar-se das próprias faltas. A segunda a de julgar a si mesmo melhor ou menos feliz, e por isso mais merecedor de crédito, ou seja, vaidade... orgulho... entre outros. E o último e não menos pontual, a falta de caridade para com as faltas alheias.

Livro dos Espíritos - Questão 886: "Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? R: Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas."

Segundo Houaiss:

Benevolência - qualidade ou virtude de benévolo; bondade de ânimo para com algo ou alguém; magnanimidade (para com os que estão sob orientação ou comando); complacência, transigência.

Indulgência - disposição ou tendência para perdoar culpas ou erros; clemência, misericórdia; absolvição de pena, ofensa ou dívida; desculpa, indulto, perdão.

Concluindo, procurar olhar para si mesmo antes de comentar erros alheios, senão por caridade para com o outro, por caridade para consigo mesmo, pois algum dia poderá precisar de alguém para auxilia-lo e esse mesmo alguém pode ser aquele que julgou ou acusou (justa ou injustamente).

Pense reflita e comente.

Abraço fraternal.

Tirinhas da Mariana

Tirinhas do Cabeça Oca