quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sobre as catastrofes e os desligamentos coletivos...


HAITÍ-SISMO
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Lendo sobre as notícias do terromoto ocorrido no Haiti, fui procurar algo que nos explica-se os acontecimentos a Luz da Doutrina Espírita e encontrei este editorial da Revista O Reformador - Ed. FEB - Março 2005, onde transcrevo na integra:

Provações coletivas e a prática da caridade

Desde o início de seus estudos, que decorreram do seu contato com os fenômenos espíritas, Allan Kardec mostrou interesse pelas questões “relativas aos acontecimentos capazes de acarretar uma transformação social”.
Em diálogo por ele mantido com o Espírito de Verdade, em 12 de maio de 1856*, este informava que a Terra já se encontrava no período em que se verificariam essas transformações, que seriam gradativamente preparadas por acontecimentos parciais. Consultado por Allan Kardec, observou:
“(...) não tendes que temer nem um dilúvio, nem o abrasamento do vosso planeta, nem outros fatos desse gênero, porquanto não se pode denominar cataclismos a perturbações locais que se têm produzido em todas as épocas. Apenas haverá um cataclismo de natureza moral, de que os homens serão os instrumentos.”
Como se observa, o assunto relacionado com a fase de transição em que nos encontramos já vem sendo tratado há muito tempo. Estamos, realmente, no período de transformação da Terra, de Mundo de Expiações e Provas – caracterizado pela manifestação do egoísmo, do orgulho e da violência humanos –, para Mundo de Regeneração, em que os homens, embora ainda longe da perfeição moral, estarão mais conscientes da sua condição de Espíritos imortais, perfectíveis, em processo de evolução e, conseqüentemente, mais dedicados ao seu próprio aperfeiçoamento moral e espiritual. Esta sim, como destaca o Espírito de Verdade, é a grande mudança que se opera no nosso planeta.
As perturbações físicas que acontecem na Terra, por certo continuarão ocorrendo, como sempre ocorreram, provocando provações coletivas ainda necessárias, submetendo os homens a provas e expiações indispensáveis ao processo de aprimoramento moral e de libertação espiritual a que estamos todos destinados.
O ser humano, todavia, diante dessas provações coletivas, já sente a necessidade de movimentar-se no sentido de auxiliar o próximo – individual e coletivamente – e atendê-lo em suas necessidades materiais, morais e espirituais. Estas são as manifestações de caridade e solidariedade que irão caracterizar o Mundo Novo que o homem está construindo, e que já começam a ser vivenciadas na fase de transição em que nos encontramos.

*Allan Kardec. Obras Póstumas. Segunda Parte – Acontecimentos – 12 de maio de 1856. 34. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004, p. 279-280.

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