quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A CRIANÇA QUE CALOU O MUNDO

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PONTOS PERIGOSOS PARA OS PAIS


Desconsiderar a importância do exemplo na escola do lar.

Ignorar que os filhos chegam à reencarnação através deles, sem serem deles.

Transformar as crianças em bibelôs da família, fugindo de ajudá-las na formação do caráter desde cedo.

Ajudar os filhos inconsideradamente tanto quanto sobrecarregá-los de obrigações incompatíveis com a saúde ou a disposição que apresentem.

Distanciar-se da assistência necessária aos pequeninos sob o pretexto de poderem remunerar empregados dignos, mas incapazes de substituí-los nas responsabilidades que receberam.

Desconhecer que os filhos são Espíritos diferentes, portadores da herança moral que guardam em si mesmos, por remanescentes felizes ou infelizes de existências anteriores.

Desejar que os filhos lhes sejam satélites, olvidando que eles caminham na trajetória que lhes é peculiar, com pensamentos e atitudes pessoais.

Desinteressar-se dos estudos que lhes dizem respeito.

Relegar-lhes as mentes às superstições e fantasias, sem prestar-lhes explicações honestas em torno do mundo e da vida.

Não lhes pedir trabalho e cooperação na medida das possibilidades.

Fonte: pelo Espírito André Luiz - Do livro: Estude e Viva, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

Colaboração: Caminhos de Luz
Ennio Marçal


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

NOVOS DIAS


“Doravante, disse Jesus, fica proibido amar com ansiedade de ser amado e servir com a disposição de receber pagamento.”

“Os roseirais se debruçarão sobre as janelas das casas sorrindo pétalas exuberantes em participação da felicidade doméstica. E os girassóis darão as costas às ruas e campos onde florescem, esgueirando-se pelas frestas dos lares em festas, porque haverá tanta claridade no reduto doméstico que a estrela Solar será confundida com as constelações luminíferas, que explodirão, irisadas, no ninho familiar.”

“Ficará proibido, também, que o bolo da amizade, servido às pessoas, receba o fermento da suspeita.”

“A partir de então, já não será necessário que se fale de justiça com as palavras frias dos Códigos humanos. Cada um usufruirá do discernimento com o qual respeitará todos os direitos alheios entregando-se aos deveres que lhe cumpre realizar.”

“Não mais haverá sofrimento. E quem sofrer não se envergonhará disso, porque entenderá que toda dor recupera e somente padece quem é devedor.”

“A piedade fraternal será transformada em flor de solidariedade que converge em dever sem a necessidade dos estímulos fortes.”

“Vicejará a liberdade sem punição. O revel fruirá da bênção de ser livre e lutará, ele próprio, pela reabilitação. Os animais e as aves não permanecerão em jaulas ou gaiolas. O homem estará subordinado às leis do amor, respeitando o seu irmão e todos os irmãos menores do bosque, do deserto e das planuras. E dar-se-á ao bem doravante...”

"Os órfãos, os anciãos, os fracos, os enfermos constituirão oportunidade para os aquinhoados com pais, os amparados pelos filhos, os sustentados pela fortaleza, os resguardados pela saúde, o que impedirá a miséria, a vergonha, o abandono, o sofrimento desnecessário.”

“O lobo e o cordeiros pastarão juntos”, quanto a borboleta e a abelha na mesma flor ou o regato e a fonte misturando as águas, sem guerra nem extermínio.”

“Os homens se fitarão nos olhos como as estrelas que se espiam no velário da noite transparente, e o ar balouçando a haste delicada da flor.”

“Os sorrisos dos pobres cantarão na melodia da bondade dos ricos, quais palmeiras farfalhantes nos braços da brisa.”

“Ninguém a sós... A solidão descerá ao auxílio alheio e a atividade festiva correrá na direção da soledade.”

“Ninguém mais chorará os seus mortos, nem lamentará os seus vivos, nem se amargurará com as tristezas... Irromperá uma orquestração de vozes no silêncio da saudade dos que ficaram, encorajando os debilitados. Essas melodias levantarão os enfraquecidos e todos cantarão...”

“Doravante, ninguém engane ninguém, pois que se estará enganando a si mesmo. Nem minta, nem ultraje, nem persiga mais. Todos se dêem as mãos e confraternizem com as rosas, com os girassóis, com as tardes coloridas, com os dias de cinza, com as noites estreladas, com as aves e os animais, e os regatos, e as árvores, compondo um quadro de amor perene, que se faça um perene feriado para o mal.”

“Doravante, disse o Senhor, e assim se fará nesses vindouros novos dias.”

Fonte: Livro “No longe do jardim”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros

Colaboração: Espiritismo Online



"A maior caridade que praticamos em relação à Doutrina Espírita é a sua divulgação." - Emmanuel

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ACIDENTADOS DA ALMA

"A  inquietação  pelos maus, a aflição pelos incompreensivos, a mágoa  pelos ignorantes são fantasmas do  caminho  que devemos eliminar a golpes de bom ânimo."
Do livro: Pérolas de Sabedoria (Arthur Joviano e Chico Xavier)

           Nos quadros de aflição da Terra, comovemo-nos, a cada passo, diante dos acidentados do corpo, a requisitarem hospitalização imediata.
          A fim de atendê-los, fundam-se instituições diversas, através das quais corações nobremente formados se dispõem a auxiliar.
       Entretanto, é forçoso reconhecer que aos nossos núcleos de ação espiritual acorrem, dia a dia, verdadeiras multidões de acidentados da alma no trânsito da vida.
      Amavam e foram preteridos, observando-se espancados nos sentimentos mais íntimos.
        Dedicavam-se a empresas nobilitantes que explodiram em falência e, de momento para outro, se identificam sob os estilhaços da própria obra em destruição.
        Criaram empreendimentos de trabalho digno que foram massacrados por desafetos gratuitos.
       Consagravam-se a tesouros afetivos nos quais se viram, repentinamente, lesados nos mais altos valores da confiança.delas, qual se fossem encarcerados em armadilhas de sofrimento.
        Estabeleceram tarefas construtivas que lhes escaparam das mãos.
      Cultivaram planos de felicidade que a morte de um ente querido pulverizou em montes de cinzas sob chuvas de pranto.
      Perante os nossos irmãos acidentados do espírito, compadece-te e auxilia sempre.
       Faze uma pausa na marcha acelerada das próprias cogitações, e oferece a eles o donativo da atenção.
      Aspiravam a reerguer-se para a vida, e tentaram abrir uma janela em si próprios para se comunicar com o dia novo.
       Sonhavam paz e renovação.
      Buscam, ansiosamente, mãos amigas que lhes descerrem a estrada da tranquilidade e da reconstrução pela qual se trocam com todas as forças da própria alma.
    Ante os companheiros aflitos pelo retorno à própria segurança, aprendamos a ouvi-los e a auxiliá-los.
      Para isso, não é preciso manejares o martelo da crítica, nem é necessário inflames o fogo da discussão.
      Os nossos amigos acidentados da alma se reconhecem desorientados na sombra da prova e, por isso mesmo, te pedem unicamente para que lhes acendas no caminho leve réstia de luz.

Do livro: Caminhos de Volta (Emmanuel e Chico Xavier)

Colaboração: Braz Marques

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O QUE SE DEVE ENTENDER POR POBRES DE ESPÍRITO

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. 
(S. MATEUS, cap. V, v. 3.)

A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.
Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.
Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.
Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.
Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 1 e 2.

Colaboração: O Consolador

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O EXEMPLO

Duas Histórias (não deixe de ler as duas...)

História número um

Muitos anos atrás, Al Capone possuía virtualmente Chicago.

Capone não era famoso por nenhum ato heróico.

Ele era notório por empestear a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.

Capone tinha um advogado apelidado "Easy Eddie". Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom!

Na realidade, sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.

Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem.

Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais.

Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis.

A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco.

Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação.

Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado.

Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele.

Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil.

Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado.

Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al "Scarface" Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade.

Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto.

Ainda assim, ele testemunhou.

Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.

Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar.

A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.

O poema:

O relógio de vida recebe corda apenas uma vez
E nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros
pararão, se mais cedo ou mais tarde.
Agora é o único tempo que você possui.
Viva, ame e trabalhe com vontade.
Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento."


História número dois

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis.

Um deles foi o Comandante Butch O"Hare.

Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão.

Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques.

Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio.

O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões.

Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.

Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana.

Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque.

Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo.

Havia apenas uma coisa a fazer.

Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira.

Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses.

Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro.

Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou.

Ainda assim, ele continuou a agressão.

Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar.

Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O"Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões.

Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido.

O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes.

Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota.

Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.

Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade.

Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O"Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.

Assim, se porventura você passar no O"Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas?

Butch O"Hare era o filho de Easy Eddie!

Bibliografias:
Al Capone
Easy Eddie
Butch O"Hare

Colaboração: Contando Histórias

sábado, 25 de setembro de 2010

ESPIRITISMO NO LAR


"Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso." 

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Capítulo 4º - Item 18.


Todos sabemos valorizar o benefício de um copo dágua fria ou de uma ampola de injetável tranquilizante, ofertados num momento de grande aflição

Reconhecemos a bênção do alfabeto que nos descortina as belezas do conhecimento universal e bendizemos quem nô-lo imprimiu nos recessos da mente.

Mantemos no carinho do espírito aqueles que nos ajudaram nos primeiros dias da reencarnação, oferecendo-nos amparo e amamentação.

Somos reconhecidos àqueles que nos nortearam em cada hora de dúvida e não esquecemos o coração que nos agasalhou nos instantes difíceis do caminho renovador...

Muitos há, no entanto, que desdenham e esquecem todos os benefícios que recebem durante a vida.

Há um inestimável benefício que te enriquece a existência na Terra: o conhecimento espírita.

Esse é guia dos teus passos, luz nas tuas sombras e pão na mesa das tuas necessidades.

Poucas vezes, porém, pensaste nisso.

Recebeste com o Espiritismo a clara manhã da alegria, quando carregavas noite nos painéis mentais e segues confiante, de passo firme, com ele a conduzir-te qual mãe desvelada e fiel.

Se o amas, não o detenhas apenas em ti.

Faze mais. Não somente em propaganda "por fora" mas principalmente dentro do teu lar.

No lar se caldeiam os espíritos em luta diária nas tarefas de reajustamento e sublimação.

Na família os choques da renovação espiritual criam lampejos de ódios e dissenção, que podes converter em clarões-convites à paz.

Não percas a oportunidade de semear dentro de casa.

Apresenta a tua fé aos teus familiares mesmo que eles não n'a queiram escutar.

Utiliza o tempo, a psicologia da bondade e do otimismo e esparze as luminescências da palavra espírita no reduto doméstico.

Se te recusarem ensejo, apresenta-o, agindo.

Se te repudiarem, conduze-o, desculpando.

Se te ferirem, espalha-o, amando.

Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa...

Ali, na oportunidade, ouvidos desencarnados se imantarão aos ouvidos dos teus e escutarão; olhos atentos verão pelos olhos da tua família e se nublarão de pranto; mentes se ligarão às outras mentes e entenderão... Sim, ouvidos, olhos e mentes dos desencarnados que habitam a tua residência se acercarão da mesa de comunhão com o Senhor, recebendo o pão nutriente para os espíritos perturbados, através do combustível espírita que não é somente manancial para os homens da Terra, mas igualmente para os que atravessaram os portais do além-túmulo em doloroso estado de sofrimento e ignorância.

Agradece ao Espiritismo a felicidade que possuis, acendendo-o como chama inapagável no teu lar, para clarear os teus familiares por todos os dias.

O pão mantém o corpo.

O agasalho guarda o corpo.

O medicamento recupera o corpo.

O dinheiro acompanha o corpo.

Seja o Espiritismo em ti o corpo do teu espírito emboscado no teu corpo, a caminhar pelo tempo sem fim para a Imortalidade gloriosa.

E se desejares felicidade na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral.

pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro: Espírito e Vida, Médium: Divaldo Pereira Franco - Editora Leal.

Colaboração: http://www.caminhosluz.com.br/

domingo, 19 de setembro de 2010

CRIE RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS

Por Roberto Shinyashiki

Precisamos resgatar a beleza da generosidade com pontos de vista divergentes e ter a curiosidade de conhecer uma forma de pensar diferente da nossa.

Conviver não é um ato facultativo em nossas vidas. É vital, seja no ambiente familiar, seja no profissional. Um trabalhador nunca pede demissão da empresa, e sim de seu chefe. A maneira como um líder se relaciona com as pessoas define sua qualidade como profissional e também como ser humano.
O líder precisa se relacionar, seja na sociedade, no trabalho, na família, no relacionamento amoroso! Mesmo que seu ritmo de trabalho seja intenso, é muito importante conversar com as pessoas do seu dia-a-dia. É uma forma saudável de mostrar a todos que os valoriza e também de saber como suas vidas e projetos estão andando.

Conviver é permitir que todos tenham chance de participar da criação dos resultados e se sintam respeitados.

Líderes que não sabem se relacionar são fontes de tensão. Precisamos criar um ambiente saudável. A maioria das empresas e das famílias vive poluída de ressentimento, culpa e insegurança. É nosso dever lutar para que a compreensão e a cooperação imperem no trabalho e em casa.

Precisamos resgatar a beleza da generosidade com pontos de vista divergentes e ter a curiosidade de conhecer uma forma de pensar diferente da nossa. Essas virtudes criam a beleza de nossa passagem por este planeta azul.

Vejamos, então, algumas sugestões de como desenvolver ótimos relacionamentos, dignos de um líder pra valer.
 1. Conversar.  O casal até conversa sobre decoração, mas quase nada sobre o lar que deseja construir. Os pais orientam os filhos, mas poucos perguntam sobre seus sonhos. Os filhos costumam reclamar que os pais não entendem o que eles dizem, mas não se dispõe ao diálogo. Nas empresas, discutem-se projetos, mas não se abrem espaços para que anseios sejam compartilhados.
 Precisamos deixar nossa imaginação voar com um companheiro. Criar tempo para conhecer o outro é fazê-lo entrar em nosso mundo.  Conversar, antes de mais nada, é ter curiosidade sobre o mundo do outro, é olhar essa pessoa com os olhos do novo.

2. Confrontar. Acontecimentos desagradáveis ou sem interesse fazem parte de nossa vida. No entanto, é fundamental dizer às pessoas, de maneira direta, firme e clara, quando uma atitude incomoda. Quando não expressamos nosso desagrado, corremos o risco de nos afastar, negando ao outro a oportunidade de nos conhecer.
 Aí vai uma sugestão: é fundamental resolver uma questão antes de se iniciar outra. Em geral, a pessoa confrontada põe na mesa outro tema que a incomoda. Mas insista e se comprometa em conversar sobre a insatisfação dele depois. Lembre-se de que cabe à pessoa confrontada a decisão de mudar ou não. Aí, é sua opção continuar ou não com esse relacionamento.

3. Pedir desculpas. Do mesmo modo que é impossível viver sem que alguém pise em nosso calo, é difícil passar pelas pessoas sem cometer algum erro ou sem incomodá-las. No entanto, quando negamos um erro, agravamos a situação.
 Reconhecer o próprio erro e pedir desculpas são demonstrações de humildade e de valorização do outro. É ter consciência do mal-estar gerado pela conduta inadequada e assumir o compromisso de agir diferente da próxima vez. É dizer “Você é importante para mim” de forma sensível.

4. Elogiar. Todo mundo tem necessidade de ser reconhecido, de saber que provoca admiração. A imagem que as pessoas fazem de si mesmas se reflete na forma como elas arriscam na vida. Um colaborador precisa saber que é importante para sua equipe, de maneira a ousar sempre mais.
 Quando as pessoas se consideram valorizadas e capazes, as mudanças ficam mais fáceis. E ao elogiar alguém, além de demonstrar suas virtudes, você revela que reconhece um bom profissional.  Infelizmente, a maior parte das pessoas acredita que, para ajudar alguém a crescer, é preciso criticar os erros dos outros. As dicas são importantes, mas elogiar é essencial. Revelar admiração pelas pessoas só enriquece os relacionamentos.

5. Agradecer. Na Índia, alguns mestres dizem que a pessoa iluminada vive em estado de gratidão. Quando se agradece a alguém, reconhece-se a comunhão entre duas pessoas e cria-se a energia que fará a celebração se repetir.
 Agradecer é a melhor maneira de aumentar a comunhão com as pessoas que são importantes para você. Mas agradeça também ao seu concorrente, que não deixa você se acomodar. Agradeça àquele comprador difícil, que obriga você a crescer para conquistá-lo. Agradeça aos problemas que o tornam um guerreiro preparado para campeonatos mais difíceis.

6. Pedir ajuda. Todos os seres humanos passam por momentos de fragilidade, insegurança e confusão. Quando isso acontece, há três reações prováveis. Isolar-se, para que os outros não descubram a necessidade de ajuda. Manipular, a fim de que os outros prestem ajuda por se sentirem pressionados pelo medo ou pelo sentimento de culpa. E, a mais indicada, pedir ajuda.
 Somente as pessoas com elevada auto-estima são revelam fragilidades e mostram que confiam no outro. Pedir ajuda valoriza os conhecimentos do parceiro, mostrando que suas opiniões e idéias são importantes. E, quando todos se sentem aptos e importantes, a equipe fica mais forte!

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial  


Fonte: Vade Mecum Espírita

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A política de hoje e sempre...



Primeiramente, leia as notícias do tema:

Tasso diz que Lula é popular como também eram Hitler e Mussolini

Irritado, Serra ameaça deixar entrevista em rede de TV

Supremo recebe recurso de Roriz contra decisão do TSE

Quer assunto mais comentado do que política?

Em consultórios, nas filas de espera, nas praças, nas padarias... é só começar o assunto. É o "Ficha Limpa", o "palhaço-candidato", o partido do governo contra a oposição (e vice-versa), a parentela que recebeu ou não benefícios... etc.

Mas as perguntas que ficam sempre são:

Como escolher um bom candidato?

Qual é o plano de governo do seu candidato?

Seria ótimo ter um manual "como escolher um político e não se arrepender depois...", mas para isso seria necessário memorizar a alguma enciclopédia que aborda-se a História recente do Brasil, aliada ao tempo e a criatividade forense para conduzir uma investigação detalhada, mas isso falando do ser humano seria muito dificil. Ainda mais em um país onde troca-se votos por dentaduras ou botinas(*), onde a população não tem o hábito da leitura ou pior é analfabeto-funcional(**)

Sem direcionar os votos de ninguém para candidato fulano ou sicrano...  pense na possibilidade de melhoria da qualidade de vida de todos e apareceram respostas como: melhoria da saúde, do salário-mínimo, das estradas... e todas elas são válidas. Mas qual seria a maneira de mudar a maneira de pensar num prazo ideal? Como melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias? Obter bons empregos e fazer um país melhor? a minha resposta para essas perguntas é: A Educação.

Por isso minha dica na hora de decidir os seus candidatos, analise suas propostas e certifiquem (e cobrem depois de eleitos) os projetos que envolvam a Educação, e para auxiliar nessa fala, vale passar nestes endereços:


A responsabilidade do cidadão começa no voto.

E para encerrar (e deixar de polemizar) o assunto fica o ditado popular:
"Política, religião e futebol não se discute."

Referências:
(*) Comprar votos, uma prática reincidente
(**) Analfabetismo funcional

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O quanto vale uma amizade sincera?!?

Lendo a matéria "Não quero ter um milhão de amigos", e mesmo sabendo que tratava-se de um desabafo humorístico, penso na riqueza da amizade sincera. Alguns poucos podem dizer que é conversa de quem quer ampliar a rede de relacionamento profissional (networking) ou até mesmo polemizar sobre o assunto que alcança a quantidade incrível de 36.900.000 resultados sobre o assunto "amizade" quando pesquisado no Google, conquanto a palavra "dinheiro" alcança somente 19.600.000 resultados. São números interessantes, que valem como reflexão, sem ser muito "piegas", mas amizade vale muito mais que dinheiro. E falando de "networking" vale dar uma olhadinha nas dicas da revista Você S/A da Editora Abril e no post do Vade Mecum Espírita que fala de Relacionamentos Saudáveis.

E como de costume fica uma mensagem "Perante os amigos" de André Luiz retirada do livro "Sinal Verde", e psicografado por Francisco Cândido Xavier.

PERANTE OS AMIGOS

O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão.
Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O ANJO SERVIDOR

de JConline2 em Flickr!
Quando o anjo servidor, em trabalho inadiável, alcançou o pátio repousante, onde se aglomeravam desencarnados diversos, olhou de relance para ver se descobria alguém que com ele cooperasse na tarefa que o deslocava do Céu.

Necessitava de companheiro recem-vindo da Terra e, aproximando-se das almas recentemente desembarcadas no Além, procurou, lesto, entre elas, o colaborador nas condições exigidas.

Explicou seus objetivos em poucas palavras e dirigiu-se o cavalheiro de semblante grave, perguntando:

- Meu irmão, quais são os seus planos?

– Estou aguardando a minha entrada no banquete divino – redargüiu o interpelado, sem cerimônia –, fui católico, apostólico romano. Servi a diversas congregações, jamais perdi a santa missa. Confessava-me regularmente. Recebi, centenas de vezes, a sagrada partícula, extasiado e feliz. Respeitei os sacerdotes e beijei, reverente, o anel dos meus pastores. Distribuía esmolas pela conferência a que me filiara. Honrei a memória dos santos com dilatadas penitências.

Fixou o horizonte distanciado, persignou-se e rematou:

– Louvado seja o Senhor que me salvou pelo mistério do Santíssimo Sacramento! Entrarei, contrito, na Corte Celeste! Aleluia! Aleluia!...

O emissário de Mais Alto aprovou-o, com um gesto silencioso, e passou adiante.

Pousando a atenção noutro recém-desencarnado, indagou:

– Amigo, que esperas por tua vez?

– Eu ?! – suspirou – busco a herança de meu Deus. Vivi na religião reformada. Guardei a fé, acima de tudo. Nunca faltei aos meus cultos.

Fiz a leitura diária da Bíblia, enquanto estive na Terra. Defendi os ideais evangélicos, ardorosamente. Fui combatente de Cristo, condenando-lhe os inimigos. Contava com a remuneração de meus serviços, no Juízo Final; no entanto, reconheço hoje que a minha gloria pode ser apressada. Habitarei a direita de meu Senhor para sempre.

O anjo fez sinal de aprovação e passou a um terceiro.

– Que aguardas, irmão? – interragou ele.

Radiante, o novo interlocutor observou:

– Fui espiritista. Preparo-me gostosamente para a jornada em demanda dos mundos, felizes.

Doutrinei os espíritos das trevas. Pratiquei a caridade em todos os setores. Fui simples e paciente.

Em tempo algum estive ausente das minhas sessões. Cultivei a pregação sistemática dos princípios que abracei, em nome de Deus. Confiei-me invariàvelmente aos Bons Espíritos. Agora, como é natural, entrarei na posse dos meus bens eternos.

O missionário angélico aprovou-o igualmente e auscultou o seguinte:

– Que projeto traçaste, amigo? – inquiriu atencioso.

– Eu? eu? – gaguejou o companheiro a quem se dirigira, – para exprimir-me com verdade, nem eu mesmo compreendo minha presença entre os justos e piedosos. Fui trazido a este recinto constrangidamente.

E, em pranto mal contido, acrescentou, desaponto:

– Fui ateu, por infelicidade minha. Não admitia a sobrevivência da alma. Não sei, francamente, se cheguei a praticar algum bem no mundo. Apenas busquei sempre a execução dos meus deveres de humanidade, atendendo às diretrizes da reta consciência. Procurei levantar os fracos e os abatidos e proporcionar ensejos de aprendizado e serviço a ignorantes e ociosos como se o fizesse a mim mesmo, sem nenhum propósito de ser recompensado na paisagem que me surpreende. Tantos sofredores, porém, encontrei no caminho terrestre e tanto trabalho vi no Planeta aguardando braços fortes e generosos que, sabendo hoje da existência de uma Justiça Misericordiosa e Infalível no Céu, muito me envergonho da descrença que adotei na Terra, embora procurasse lutar para ser um homem digno, e, se me fosse concedido formar algum projeto, devo assegurar que meu único desejo é regressar à Terra e cooperar mais ativamente na felicidade dos nossos semelhantes.

Com surpresa, o anjo abraçou-o e convidou-o a segui-lo, esclarecendo:

– Sim, vamos. Todos os que permanecem neste este átrio de repouso merecem a bênção divina. O católico, o reformista, o espiritista e o incrédulo, suscetíveis de serem erguidos até aqui, foram, homens de elevada expressão na melhoria do mundo. Todavia, para servir imediatamente mo meu lado, prefiro o irmão que não tenha o pensamento prisioneiro do salário celestial. Preciso de um cooperador liberado das complicações de pagamento. A conta prévia costuma dificultar o trabalho.

E, sem mais delonga, desceu em companhia do ex-materialista a fim de atender a serviço urgente na Terra.

pelo Espírito Irmão X - Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier.


Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira/SP-Brasil

domingo, 29 de agosto de 2010

Alma e Vida

By Andréa Matos on Flickr!
Era uma laranjeira de alto porte,
Muito perto da fonte que a nutria,
No recanto obscuro de um pomar...
Aves faziam dela um reino de alegria
Sobre o apoio do tronco largo e forte.

Quadro de paz e amor da Natureza:
A árvore a farfalhar, entre as frondes felizes,
Os melros, os sabiás e os gaturamos
Tecendo ninhos nos seus ramos,
Uma fonte, alentando-lhe as raízes
E o céu azul ao sol, cobrindo-lhe a beleza!...

Vegetal esquecido pelo dono,
Não se queixava de abandono,
Muito contrariamente, ao invés disso,
Era um palácio verde em constante serviço...
Abelhas tinham nele um refúgio e um tesouro,
A sorverem-lhe o mel dos frutos que lembravam
Pomos vestidos de ouro...

Mas, um dia, surgiu extenso bando
De homens sedentos e famintos
Que deram pasto franco aos seus próprios instintos;
Depois de enlamear a fonte de águas claras
Agrediram a nobre laranjeira,
Manobrando facões, pedras e varas
E, em estreitos minutos,
Despojaram-na, inteira,
De todos os seus frutos.

A fonte sempre calma
Guardou manchas e mágoas,
Lavando sobre a areia as suas próprias águas...

A árvore fez silêncio.
Maltratada e ferida
Deitava a seiva em pingos qual se fossem
Densas gotas de pranto...

Os pássaros, no entanto,
Não choravam somente os estragos nos ninhos;
Entre arbustos vizinhos,
Lastimavam as duas benfeitoras:
A fonte que os mantinha em constante alegria
E a árvore de bênçãos protetoras
Que lhes doava o pão de cada dia...
E pipilavam com tamanha dor
Que pareciam todos juntos
Numa prece de amor,
Rogando a Deus, em voz enternecida,
Que as protegesse
E as refizesse para a luz da vida.
E Deus lhes atendeu aos rogos de ternura
Dentro de tempo breve, em verdes resplendores,
O tronco era, de novo, um palácio de flores
E a fonte era mais pura.

Nesse quadro do campo, alma querida,
Vejo-te a vida, — o tronco, — e a fé que sintetiza
A fonte linda do teu belo ideal,
Entre os pobres irmãos adversários
Da crença que nos guarda e nos eleva,
Sem saber que se fazem
Intérpretes da treva
E empreiteiros do mal...
Tristes amigos irritados!...
Sei que te ferem, alma boa,
Entretanto, trabalha, ama e perdoa;
No tempo que se altera sobre o tempo,
Surgirão transformados!...
Os descrentes e os maus, na condição de ateus
São sempre corações desesperados
Com saudades de Deus.

Maria Dolores - psicografado por Francisco Cândido Xavier



Fonte: A Bíblia do Caminho

domingo, 22 de agosto de 2010

Dica de Filme: Sempre ao seu lado

MUCHO GUSTO AMIGOS....( Explore)
MUCHO GUSTO AMIGOS....( Explore),
upload feito originalmente por su-sa-ni-ta.
Hoje depois de muitos dias sem escrever, resolvi publicar sobre esse filme. Baseado numa história real, fala de amizade, lealdade, e tudo mais que um companheiro canino pode ser para nós.

Nada haver com o "Marley e Eu", pois neste último o caráter cômico prevalece, no filme "Sempre ao seu lado" tem uma trilha sonora envolvente, fotografia boa, que os amantes dos companheiros fiéis vão gostar muito.

Aproveitando o assunto, resolvi escrever sobre a falsa impressão que temos de que "eles" só faltam falar.

Do capítulo "Dos três reinos" do Livro dos espíritos, retiramos alguns questionamentos bastante elucidativos quanto a natureza inteligente dos animais:

592. Se, pelo que toca à inteligência, comparamos o homem e os animais, parece difícil estabelecer-se uma linha de demarcação entre aquele e estes, porquanto alguns animais mostram, sob esse aspecto, notória superioridade sobre certos homens. Pode essa linha de demarcação ser estabelecida de modo preciso?

“A este respeito é completo o desacordo entre os vossos filósofos. Querem uns que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem. Estão todos em erro. O homem é um ser à parte, que desce muito baixo algumas vezes e que pode também elevar-se muito alto. Pelo físico, é como os animais e menos bem-dotado do que muitos destes. A Natureza lhes deu tudo o que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência, para satisfação de suas necessidades e para sua conservação. Seu corpo se destrói, como o dos animais, é certo, mas ao seu Espírito está assinado um destino que só ele pode compreender, porque só ele é inteiramente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pela faculdade de pensar em Deus.”

593. Poder-se-á dizer que os animais só obram por instinto?
“Ainda aí há um sistema. É verdade que na maioria dos animais domina o instinto. Mas, não vês que muitos obram denotando acentuada vontade? É que têm inteligência, porém limitada.”
Não se poderia negar que, além de possuírem o instinto, alguns animais praticam atos combinados, que denunciam vontade de operar em determinado sentido e de acordo com as circunstâncias. Há, pois, neles, uma espécie de inteligência, mas cujo exercício quase que se circunscreve à utilização dos meios de satisfazerem às suas necessidades físicas e de proverem à conservação própria. Nada, porém, criam, nem melhora alguma realizam. Qualquer que seja a arte com que executem seus trabalhos, fazem hoje o que faziam outrora e o fazem, nem melhor, nem pior, segundo formas e proporções constantes e invariáveis. A cria, separada dos de sua espécie, não deixa por isso de construir o seu ninho de perfeita conformidade com os seus maiores, sem que tenha recebido nenhum ensino. O desenvolvimento intelectual de alguns, que se mostram suscetíveis de certa educação, desenvolvimento, aliás, que não pode ultrapassar acanhados limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza maleável, porquanto não há aí progresso que lhe seja próprio. Mesmo o progresso que realizam pela ação do homem é efêmero e puramente individual, visto que, entregue a si mesmo, não tarda que o animal volte a encerrar-se nos limites que lhe traçou a Natureza.

596. Donde procede a aptidão que certos animais denotam para imitar a linguagem do homem e por que essa aptidão se revela mais nas aves do que no macaco, por exemplo, cuja conformação apresenta mais analogia com a humana?
“Origina-se de uma particular conformação dos órgãos vocais, reforçada pelo instinto de imitação. O macaco imita os gestos; algumas aves imitam a voz.”

606. Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a alma de natureza especial de que são dotados?
“Do elemento inteligente universal.”

612. Poderia encarnar num animal o Espírito que animou o corpo de um homem?
“Isso seria retrogradar e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à sua nascente.” (118)

118. Podem os Espíritos degenerar?
“Não; à medida que avançam, compreendem o que os distanciava da perfeição. Concluindo uma prova, o Espírito fica com a ciência que daí lhe veio e não a esquece. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda.”

Abraço a todos e boa semana.



Fonte: Livro dos Espíritos (Allan Kardec - FEB)

domingo, 30 de maio de 2010

A amizade, as diferenças e o chocolate

(Viva as Diferenças... by Flickr)
Filme: Mary e Max

Dica de filme realizado em "stop motion"  sobre a amizade (estranha) entre pessoas totalmente diferentes (idade, região e cultura). Mais e o chocolate? vejam no filme! senão perde a graça! (rs)

Fontes:
Omelete: Mary e Max
G1: Mary e Max
Cineclick (UOL): Mary e Max - uma amizade diferente
Filmagem em Stop Motion
Síndrome de Asperger

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fé e obras

"Ronda da caridade (LBV)" by Flickr!
"A fé, se não tiver obras, é morta em si mesma."  Tiago, 2:17

Imaginemos o mundo transformado num templo vasto, respeitável sem dúvida, mas plenamente superlotado de criaturas em perene adoração ao Céu.

Por dentro, a fé reinando sublime:

Orações primorosas...

Discursos admiráveis...

Louvores e cânticos...

Mas por fora, o trabalho esquecido:

Campos em desamparo...

Enxadas ao abandono...

Lareiras em cinza...

De que teria valido a exaltação exclusiva da fé, senão para estender a morte no mundo que o Senhor nos confiou para a glória da vida?

Não te creias, desse modo, em comunhão com a Divina Majestade, simplesmente porque te faças cuidadoso no culto externo da religião a que te afeiçoas.

Conhecimento nobre exige atividade nobre.

Elevação espiritual é também dever de servir ao Eterno Pai na pessoa dos semelhantes.

É por isso que fé e obras se completam no sistema de nossas relações com a Vida Superior.

Prece e trabalho.

Santuário e oficina.

Cultura e caridade.

Ideal e realização.

Nesse sentido, Jesus é o nosso exemplo indiscutível.

Não se limitou o Senhor a simples glorificação de Deus nos Paços Divinos, quanto à edificação dos homens. Por amor infinitamente a Deus, na sublime tarefa que lhe foi cometida, desceu à esfera dos homens e entregou-se à obra do amor infatigável, levantando-nos da sombra terrestre para a Luz Espiritual.

(De "Palavras de Vida Eterna", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Colaboração: Espiritismo online - Cristiano de Almeida

Dia Mundial da Internet!

"Save a Internet" on the Flickr!
Este fenômeno que a globalização proporcionou, onde podemos ter informações de todos os cantos do mundo a velocidade de um "click"...

...apesar da inclusão digital estar distante de maioria dos lares brasileiros, pois somente 28% da população tem acesso domiciliar...

...temos uma ferramenta magnifica para a obter e divulgar idéias, do qual encontramos desde receitas culinárias a...

...assistir aulas através de seminários online denominados "webcasts";

...trabalhar em casa conciliando o conforto doméstico a disponibilidade a qualquer horário;

...interagir com diversas pessoas através das "redes socias" de diversas culturas independentemente das distancias;

...entre outros tantos nichos tecnologicos, que a pouco mais de 10 anos não fazia a menor ideia fosse possivel! Ou pior! seria taxado de louco ao dizer que  compartilharíamos nossa vida (fotos, músicas, pensamentos...) com estranhos! (ihh) :-D

...e sem gastar nada além do valor da conexão!

...mas que ainda é muito caro e lento aqui no Brasil. :-S

Enfim, amontoados de informações para todos os objetivos, ou seja, uma grande biblioteca mundial!

Será que alcançaremos a Utopia?!?


Veja os números da internet:




Viva a globalização e a Internet!


Fontes:

http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia.php?id_conteudo=11849&/BRASILEIROS+COMEMORAM+DIA+MUNDIAL+DA+INTERNET

http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o#Comunica.C3.A7.C3.A3o

http://pt.wikipedia.org/wiki/Webcast

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social

http://pt.wikipedia.org/wiki/Utopia_%28sociologia%29

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Paradoxo, motivação e interesse no mundo da internet

Lavagem de dinheiro (by Flickr)
Enquanto nós aguardamos nossos representantes na política decidirem sobre a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, do qual o Governo quer alcançar a 40 milhões de domícilios brasileiros, atualmente 12 milhões, (Blog do Planalto)...
Enquanto eles, os políticos discutem a viabilidade da reativação da Telebrás, que é a detêm 21 mil km de fibras opticas, (Jornal da Globo)...
Denuncias ocorrem quanto ao favorecimento de José Dirceu, ex-ministro e deputado cassado (UOL Convergencia Digital)...

E recebemos a notícia do lançamento da tecnologia Gigabit para Wireless, a chamada WiGig, onde poderemos alcançar a velocidade de 7 Gbps... (!!!) e concluo... até quando nós teremos de aguardar as migalhas do mundo da tecnologia??? Ainda mais quando o Brasil anuncia empréstimo de R$ 508,22 milhões (US$ 286 milhões)!!! (R7)...

A parte interessante é que estamos em ano eleitoral, portanto vote com consciência, cobre do seu representante político a sua posição! Afinal omissão também é passivo de pena!

Exerça sua cidadania.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Trabalhar

A alegria da minha filha!!
"Vamos trabalhar e seguir para diante! Nossa meta é  o  serviço divino vitorioso e  nossa  embarcação é  o serviço permanente aos semelhantes. Nunca nos  faltará o socorro celeste."

Arthur Joviano e Chico Xavier.

Trabalho é a maior concessão de Deus no tempo, o grande renovador de tudo.
*
Não há névoa que lhe resista à luz, nem chaga que lhe escapa ao consolo.
*
Com ele olvidamos nossos pesares, encontramos os pesares alheios que nos solicitam concurso fraterno.
*
É por ele que adquirimos o verdadeiro senso das proporções, de vez que nos ensina a sanar as dores maiores do que as nossas.
*
Pelo trabalho a experiência terrestre se transforma em cântico de alegria.
*
A ele devemos o berço que nos recolhe, o coração materno que nos afaga, a escola que nos instrui, o lar que nos acalenta e o caminho em que se nos desobra a compreensão.
*
Serviço é riqueza e cultura, educação e aprimoramento.
*
Se entre os homens trabalhar é a honra da criatura, na Vida do Espírito trabalhar significa elevação e progresso.
*
Temos, além da morte, a luta de mil faces diferentes, dasafiando-nos a capacidade de auxiliar.
*
Entre a Terra e o Céu, há precipícios de angústia e vales de escuridão, nos quais a vaidade humana expia e chora... Dores incontáveis surgem, depois do túmulo, onde a colheita do remorso encontra espinheiros de sombra e fel. 
*
Só o trabalho é bastante forte para penetrar nos antros do sofrimento, iniciando a obra da redenção para os companheiros que desejam renovação.
*
Por isso mesmo, a ele nos cabe empenhar o coração com ardoroso fervor, a fim de aprendermos que servir aos outros é servir a nós próprios.
*
Trabalhemos, na certeza de que os sentimentos e as ideias, as atitudes e os atos, as palavras e as mãos no trabalho do bem constituem as bases do santuário espiritual em que nos compete converter a própria vida, para que Jesus por nós se manifeste, na edificação do Reino de Deus.

(do livro: Pérolas  de Sabedoria - Vinha de Luaz)

Colaboração: brazjomarques(arroba)terra.com.br

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tragédia no Circo

Roma colizeu
Naquela noite, da época recuada de 177, o concilium de Lião regurgitava de povo.

Não se tratava de nenhuma das assembléias tradicionais da Gália, junto ao altar do Imperador, e sim de compacto ajuntamento.

Marco Aurélio reinava, piedoso, e, embora não houvesse lavrado qualquer resolução em prejuízo maior dos cristãos, permitira se aplicassem na cidade, com o máximo rigor, todas as leis existentes contra eles.

Ninguém examinava necessidades ou condições. Mulheres e crianças, velhos e doentes, tanto quanto homens válidos e personalidades prestigiosas, que se declarassem fiéis ao Nazareno, eram detidos, torturados e eliminados sumariamente.

Através do espesso casario, a montante da confluência do Ródano e do Saône, multiplicavam-se prisões, e no sopé da encosta, mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, levantando-se altos tapumes em torno de enorme arena.

As pessoas representativas do mundo lionês eram sacrificadas no lar ou barbaramente espancadas no campo, enviando-se os desfavorecidos da fortuna, inclusive grande massa de escravos, ao regozijo público.

As feras pareciam agora entorpecidas, após massacrarem milhares de vítimas, nas mandíbulas sanguissedentas. Em razão disso, inventavam-se tormentos novos.

Verdugos inconscientes ideavam estranhos suplícios.

Senhoras cultas e meninas ingênuas eram desrespeitadas antes que lhes decepassem a cabeça, anciães indefesos viam-se chicoteados até a morte. Meninos apartados do reduto familiar eram vendidos a mercadores em trânsito, para servirem de escravos domésticos em províncias distantes, e nobres senhores tombavam assassinados nas próprias vinhas.

Mais de vinte mil pessoas já haviam sido mortas.

Naquela noite, a que acima nos referimos, anunciou-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do Imperador por se haver distinguido contra a usurpação do general Avídio Cássio, e que se inclinava agora a merecido repouso.

Imaginaram-se, para logo, comemorações a caráter.

Por esse motivo, enquanto lá fora se acotovelavam gladiadores e trovadores, o patrício Álcio Plancus, que se dizia descendente do fundador da cidade, presidia a reunião a pedido do Propretor (magistrado abaixo do Juíz), programando os festejos.

- Além das saudações, diante dos carros que chegarão de Viena - dizia, algo tocado pelo vinho abundante -, é preciso que o circo nos dê alguma cena de exceção... O lutador Setímio poderia arregimentar os melhores homens; contudo, não bastaria renovar o quadro de atletas...

- A equipe de dançarinas nunca esteve melhor - aventou Caio Marcelino, antigo legionário da Bretanha que se enriquecera no saque.

- Sim, sim... - concordou Álcio - instruiremos Musônia para que os bailados permaneçam à altura...

- Providenciaremos um encontro de auroques (boi selvagem, bisão) - lembrou Pérsio Níger.

- Auroques! Auroques!... - clamou a turba em aprovação.

- Excelente lembrança! - falou Plancus em voz mais alta - mas, em consideração ao visitante, é imperioso acrescentar alguma novidade que Roma não conheça...

- Um grito horrível nasceu da assembléia:

- Cristãos às feras! Cristãos às feras!

Asserenado o vozerio, tornou o chefe do conselho:

- Isso não constitui novidade! E há circunstâncias desfavoráveis. Os leões recém-chegados da África estão preguiçosos...

Sorriu com malícia.

- Ouvi, porém, alguns companheiros, ainda hoje, e apresentaremos um plano que espero resulte certo. Poderíamos reunir,nesta noite, aproximadamente mil crianças e mulheres cristãs, guardando-as nos cárceres... E, amanhã, coroando as homenagens, ajuntá-las-emos na arena, molhada de resinas e devidamente cercada de farpas embebidas em óleo, deixando apenas passagem estreita para a liberação das mais fortes. Depois de mostradas festivamente em público, incendiaremos toda a área, deitando sobre elas os velhos cavalos que já não sirvam aos nossos jogos... Realmente, as chamas e as patas dos animais formarão muitos lances inéditos...

- Muito bem! Muito bem! - rugiu a multidão, de ponta a ponta da sala.

- Urge o tempo - gritou Plancus - e precisamos do concurso de todos... Não possuímos guardas suficientes...

E erguendo ainda mais o tom de voz:

- Levante a mão direita quem esteja disposto a cooperar.

Centenas de circunstantes, incluindo mulheres robustas, mostraram destra ao alto, aplaudindo em delírio.

Encorajado pelo entusiasmo geral, e desejando distribuir a tarefa com todos os voluntários, o dirigente da noite enunciou, sarcástico e inflexível:

- Cada um de nós traga um... Essas pragas jazem escondidas por toda parte... Caçá-las e exterminá-las é o serviço da hora...

***

Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.

***

Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo.

extraído  do livro "Cartas e Crônicas", psicografia Francisco C. Xavier, pelo espírito Irmão X, texto de número "6", 9a. Edição pela FEP

Colaboração: Marluce Faustino - Espiritismo online

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O mal e o remédio

Will You be There (Michael Jackson)
Será a Terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias? Já não ressoa mais aos vossos ouvidos a voz do profeta? Não proclamou ele que haveria prantos e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores? Esperai, pois, todos vós que aí viveis, causticantes lágrimas e amargo sofrer e, por mais agudas e profundas sejam as vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei do Senhor por ter querido experimentar-vos... Ó homens! dar-se-á não reconheçais o poder do vosso Senhor, senão quando ele vos haja curado as chagas do corpo e coroado de beatitude e ventura os vossos dias? Dar-se-á não reconheçais o seu amor, senão quando vos tenha adornado o corpo de todas as glórias e lhe haja restituído o brilho e a brancura? Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Tendo chegado ao último grau da abjeção e da miséria, deitado sobre uma estrumeira, disse ele a Deus: “Senhor, conheci todos os deleites da opulência e me reduzistes à mais absoluta miséria; obrigado, obrigado, meu Deus, por haverdes querido experimentar o vosso servo!” Até quando os vossos olhares se deterão nos horizontes que a morte limita? Quando, afinal, vossa alma se decidirá a lançar-se para além dos limites de um túmulo? Houvésseis de chorar e sofrer a vida inteira, que seria isso, a par da eterna glória reservada ao que tenha sofrido a prova com fé, amor e resignação? Buscai consolações para os vossos males no porvir que Deus vos prepara e procurai-lhe a causa no passado. E vós, que mais sofreis, considerai-vos os afortunados da Terra.
Como desencarnados, quando pairáveis no Espaço, escolhestes as vossas provas, julgando-vos bastante fortes para as suportar. Por que agora murmurar? Vós, que pedistes a riqueza e a glória, queríeis sustentar luta com a tentação e vencê-la. Vós, que pedistes para lutar de corpo e espírito contra o mal moral e físico, sabíeis que quanto mais forte fosse a prova, tanto mais gloriosa a vitória e que, se triunfásseis, embora devesse o vosso corpo parar numa estrumeira, dele, ao morrer, se desprenderia uma alma de rutilante alvura e purificada pelo batismo da expiação e do sofrimento.
Que remédio, então, prescrever aos atacados de obsessões cruéis e de cruciantes males? Só um é infalível: a fé, o apelo ao Céu. Se, na maior acerbidade dos vossos sofrimentos, entoardes hinos ao Senhor, o anjo, à vossa cabeceira, com a mão vos apontará o sinal da salvação e o lugar que um dia ocupareis... A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente. Não nos pergunteis, portanto, qual o remédio para curar tal úlcera ou tal chaga, para tal tentação ou tal prova. Lembrai-vos de que aquele que crê é forte pelo remédio da fé e que aquele que duvida um instante da sua eficácia é imediatamente punido, porque logo sente as pungitivas angústias da aflição.
O Senhor apôs o seu selo em todos os que nele crêem. O Cristo vos disse que com a fé se transportam montanhas e eu vos digo que aquele que sofre e tem a fé por amparo ficara sob a sua égide e não mais sofrerá. Os momentos das mais fortes dores lhe serão as primeiras notas alegres da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira do corpo, que, enquanto se estorcer em convulsões, ela planará nas regiões celestes, entoando, com os anjos, hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor.
Ditosos os que sofrem e choram! Alegres estejam suas almas, porque Deus as cumulará de bem-aventuranças. — Santo Agostinho. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 19.)


 

Tirinhas da Mariana

Tirinhas do Cabeça Oca